Esperar...
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Poderia levar para o lado do substativo, mas não, quero o verbo mesmo. Hoje senti sua presença, mesmo estando longe. E foi por ela que não me precipitei com certas atitudes. Se me comparasse a um desenho animado, seria como o anjinho falando ao pé do ouvido. Quem dera fosse você fazendo isso. Mas eu senti, não o arrepio de costume, mas eu senti. E foi com isso que eu vi a forte e perigosa ligação que há entre duas mentes. Sem medo, pense pelo lado bom. Imagens podem dizer muito mais que imagina! Enfim, não é um texto qualquer, é bem pessoal. Não é do meu feitio fazer isso, você sabe melhor que ninguém. Mas é isso. Senti a delícia de poder sentir que tanto Manuel Bandeira queria. Deve ser a pessoa certa. Quero manter essa mesma energia.
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Antes de começar, deu o último gole no seu chocolate quente. Sim, estava frio, mas somente na temperatura ambiente. Seu corpo se encontrava tão quente quanto o ferro de passar que esquecera ligado na semana anterior. Queimara sua única seda, uma camisola bonina. Mas acho que isso só vem ao caso para ela mesma. Sempre se remetendo ao passado. Pronto, estava ali. Luz baixa, som alto. À sua frente a mesa. À mesa uma folha de papel e uma caneta de nanquim. Imaginou-se na Idade média, com sua tinteiro e um novo pergaminho. Tinha um olhar quase biônico. Conseguiu enxergar algumas pouquíssimas gotículas de seu chocolate no canto inferior esquerdo da folha. Sem importância alguma. Posicionou então sua pena, digo, caneta, entres seus dedos já suados. Um risco trêmulo se fez no papel. Não fazia ideia do que escrever. Tinha medo das palavras assim como tinha de altura. Desligou o rádio e nem assim conseguiu. Horas na mesma posição e nada se desenvolvia. Desistiu. Seu risco trêmulo se transformou numa espiral que tomou toda a folha em questão de segundos. Era um desenho confuso, como sua ideias. Acabou por dizer tudo, sem palavras. Sem palavras.
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Um grande campo. A grama alta tão verde quanto os olhos dela. As flores amarelas exalando um perfume incomum. O sol forte se mostrava cruel, mas a sombra do grande pinheiro os protegia. E nem assim ofuscou o anil do céu que abrigava somente alguns poucos algodões-doce. Aos pés da grande árvore, além da paz e tranquilidade, também era possível sentir um doce vento que fazia a grama alta balançar. Foi possível também perceber que não estavam sozinhos. Os pássaros assobiavam no mesmo tom com que um dia ele cantarolou a primeira canção. Deixa estar. Ainda entrelaçados sob a grande árvore e sobre a grama alta estão os dois, saboreando o doce vento. E desafiando sua garota, ele olha bem no fundo de seus olhos, deixando-a sem resposta. Ela então faz como já fazia há 50 anos: esconde à sua maneira o verde vivo. Olhe por olhar e não por ter que olhar. Fez-se uma piscina em seus braços e ela mergulhou, sem medo de afogar. Não houve sequer a necessidade de dizer nada. Os 50 anos diziam por si só.
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Madrugada, 04:07: Era um filme francês de um escaravelho japonês. (Preto e brando, por favor.) Desesperado e infeliz, ele sai de um colchonete e grita: (Cores...) Tylenol! Acaba de nascer mais um distúrbio. (Sem cores.) Caminha com suas 7 patas, ergue suas antenas e sintoniza na rádio de sua preferência. (Mudo, para não me confundirem os sons) Algumas milhas de distância, alguém pode lhe ouvir: (256 cores.) Leia! Leia nas estrelinhas, ouça as entrelinhas. Ouçam também o cheiro de chuva, vejam os sons do avião no céu. Oh céus! (P&B) Estou num mausoléu. O rádio ainda toca, na mesma estação, mas agora chia. (Desligue-o e volte-me os decibeis) O escaravelho corre para a janela. (Nitidez -) Um tabuleiro estacionado sai, lhe dá passagem. Dali vê muitas coisas, reais ou não. (Nitidez +) Tem medo do real, adora o ou não. (16 bits) Balas de goma caindo, uma cachorra epilética correndo entre os epitáfios. Não consegue parar de rir. Observa então a lua quadrada e todas as imagens que ela lhe permite criar. Com a força da mente, faz como Moisés, porém no céu. (Máxima: 32 bits) Um chuva de flores. E assim morre, de tão velho, nosso amigo escaravelho. Aquele que pensava em contar suas peripécias ao mundo. Virar protagonista de um filme, para não se perder no tempo. Tempo, tempo, perdi o meu... Atrasado para o dia-a-dia. Acaba de passar um filme na minha cabeça.
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Mais um dos muitos que recebo e fico até sem resposta: Olho pesado, de olho na cama, corpo na cama. Olho no teto, na janela, no céu. Gato da Alice, cabeça no travesseiro, mas mente no gato. Sabe quando eu receberia outro parecido? Nunca. E é por isso e por outros mais de mil motivos que eu não consigo falar outra coisa que não seja: eu te amo.
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Pode parecer besteira, mas é interessante. Eu sempre liguei uma coisa a outra e por mais sem explicação que seja essa, acredito piamente no seu poder. Sempre que vejo uma borboleta azul, tenho sorte. Algo de bom sempre me acontece nesses dias. Tenho algumas lembranças do que já me aconteceu. Eu era novinha, ví no sítio de uma tia uma grandona no jardim. Foi nesse dia que ganhei minha primeira bicicleta - eu queria muito. Lembro também que quando conheci meu primeiro namoradinho, uma pousou no banquinho que a gente tava sentado conversando. Foi depois de ver uma na Serra do Cipó que eu pulei de uns 10m ou mais e senti o vento e depois a água fria no meu corpo. E não foram só essas aparições que aconteceram, mas essas marcaram. E hoje, bem cedinho vi uma. Com a mente bem preparada fico aqui esperando o que pode acontecer hoje. Que vai acontecer, eu tenho certeza. Ou melhor, tenho fé. Alea jacta est.
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Dar oportunidade a alguém é acreditar que ela possa ser capaz de te provar que pode ser ou fazer melhor. Ter oportunidade não é muito diferente. Só que o objeto direto é você mesmo. É acreditar no seu potencial. Uma ocasião favorável exige que sua auto-estima esteja elevada, a ponto de não temer nem hesitar em correr riscos. Arriscar é e deve ser o um verbo conjugado na vida de qualquer um. Perder o medo, saber aproveitar cada ensejo. Não é só o destino que te ajuda nisso. Também não basta contar com a sorte. Cruzar os braços e esperar que caia de paraquédas. Você cria oportunidades. E é o que eu faço e na grande maioria das vezes, sem arrepender. Todos merecem uma primeira, segunda, sexagésima terceira chance. E, como disse Elio Gonçalves: o destino nunca foi uma questão de chance e sim uma questão de escolha. Eu cobro de mim mesma esse tipo de atitude, porque tenho a certeza de que um dia eu vou precisar disso. Pra casos mal resolvidos, pra consertar algo, é só isso que precisamos: oportunidade. Busque a sua ou crie para os outros. Vale a pena. Compensa e muito.
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E em dias frios, quero me deitar ao seu lado e aquecer com seu corpo. E se sentir vontade, me dê um abraço, isso acelera o processo. E quero ver um filme, pode escolher o gênero. Se for suspense ou terror (sei que você gosta) entenda que finjo ter medo pra ver você tentando me passar segurança. E se sentir vontade, me convide pra passear. Pegue minha mão, entrelaçando nossos dedos e caminhe, sempre olhando pra frente. E então me virarei de frente pra você e te darei um beijo na testa, em sinal de todo meu respeito para contigo. E se sentir vontade, me dê o mesmo abraço dos dias frios. Ou apenas sorria. Continue com seu silêncio. Ele me deixa mais a vontade nessas horas. Mas quando eu disser algo, retruque, mesmo que não concorde comigo. Suas opiniões me fazem crescer. Continue em direção a sua casa, é lá que vamos ficar hoje. Quero me sentar à sua direita e encostar minha cabeça no seu ombro. Continue de mãos dadas e se sentir vontade, me faça um carinho, um cafuné. E depois de alguns dias na pureza dessa rotina, vivenciando todo o meu querer, te direi palavras bonitas, com o mesmo receio de sempre. Não me interprete mal, mas é que realmente me envolvi contigo e eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano. E se sentir vontade, corresponda. Pode me pedir pra ser sua. Mas lembre, que é só se realmente sentir vontade.
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E tudo começou quando eu tinha 13 anos. Ela era um pouco mais nova, estava criando corpo. Corpo pelo qual fui hipnotizado. Não sabia definir essa vontade, mas ela ainda existe. E crescia cada vez que a via. Foi no início de nossa adolescência, que resolvemos experimentar o que ambos os pais consideravam algo perimitido somente em uma união estável. A curiosidade era grande e esperávamos ansiosos pela oprtunidade. Cada momento a sós, dávamos um passo a mais. Cada um desses passos me deixava mais eufórico. Ela sempre conseguia fingir para a família que nos cantos trocávamos confissões de criança. Eu preferia me calar nessas horas de me explicar, pois não conseguia esconder o tesão. Mal sabiam eles que em suas confissões, ela fazia questão de me seduzir com o susurro ao pé do ouvido sobre suas fantasias e vontades. E eu pensava que era eu quem queria muito. Ela, mais nova e se mostrava experiente. Não conseguia sentir nada sublime por ela, por mais que me esforçasse. Era tesão, rigeza e só. Vontade louca! Foi quando surgiu a oportunidade ideal. Fim de semana no sítio. Nossos pais e outros tios reunidos, bebemorando o feriado prolongado. Os mais novos na areia, na piscina e com a peteca. Eu não via graça nenhuma naquilo, preferi observá-la de longe e esperar que ela percebesse isso. Não demorou muito pra isso acontecer. A cerveja deixou os adultos com sono e por força do pensamento dela, todos eles foram dormir. Era tarde da noite, mas isso não impedia nada pra ela. Fez sinal pra que eu me retirasse da sala, desligasse a TV e fosse para o quintal. Fiz, sem pensar duas vezes. Ela mandava em mim só com os olhos azuis. Corri pro quintal e não encontrava minha prima. O único som do lado de fora era das cigarras. Vi na beira da piscina aquela que me seduziu durante muito tempo e que eu poderia fazer minha naquela hora. Aos poucos fui me aproximando de seus cachos e olhei fundo nos seus olhos. Foi só mais um dos muitos beijos deliciosos que ganhei. E não sei quanto tempo ficamos nos acariciando e foi aí que eu vi que era aquele corpo que eu desejava pra vida inteira. Foi minha primeira vez, os minutos mais felizes da minha vida. E hoje, aos meus 17 anos, já passei por várias namoradinhas, mas nenhuma se compara a minha prima. Não sei se há outra melhor, porque nunca quis experimentar. Me dói saber que não fui o primeiro e muito menos o único. Mas ela foi a única que me proporcionou prazer.
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Melhor do que tentar fazer uma definição de si mesmo, é fazer um teste e uma leitura atenciosa ao resultado. Foi o que eu fiz, após a sugestão de uma grande amiga. Encontrei nos resultados críticas construtivas a meu favor. Como o texto é enorme, preferi colocar em negrito o que considerei o principal. Isso serve pra, se caso, alguém se interessar a ler. E se houver o interesse no tal teste, é só me pedir que eu envio o link.
Seja qual for o seu campo, os NTs esforçam-se por compreender o mundo natural em toda a sua complexidade. NTs desejam aprender acerca dos princípios abstratos ou leis naturais que descrevem a realidade, como também em descobrir a estrutura e função dos sistemas complexos do mundo; sejam sistemas mecânicos, orgânicos ou sociais. Eles são completamente pragmáticos acerca do como ganharão esse conhecimento.
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A menina agora não roubava livros, agora contava histórias. Não sabia ao certo quando a mania começou, mas tinha a certeza que te dava prazer. Prazer esse proporcionado pelas pessoas que sempre acreditavam em suas lorotas. Todas as suas personagens eram sempre fictícias. Ou melhor: as histórias é que não correspondiam a realidade. Com tanta convicção na hora de compartilhar suas invenções, a menina conseguia, com um pouquíssimo esforço convencer qualquer um de que ele havia até mesmo participado do fato (que na verdade de fato não tinha nada). Era difícil entender o que se passava na mente da menina. Pior ainda era a inveja que enfrentava por possuir tão grande poder de persuasão. O tempo foi passando e suas narrativas começaram a se repetir, sem perceber. Tudo ficou cansativo e todos já estavam cansados de ouvir a menina (que já não era mais menina). E cansados, passaram a ignorá-la e admitir que aquilo tudo não passara de pabulagens, que ela pretendia infiltrar na cabeça de todos eles. Muito tempo depois, a velha menina já não conseguia alcançar o êxtase de sua própria farsa e assim perdeu o seu entusiasmo de inventar. Viu então que isso não levava a lugar nenhum e que viver em um mundo fantástico faz bem, mas que o bem dura pouco.
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A atitude inesperada me agradou demais. Ela não faz ideia. Meu ceticismo talvez nunca me permitiria o inverso. Mas fez tão bem! Acho que precisava disso. O dia foi bem legal, divertido. Tudo bem que mesmo não planejando nada, nada saiu como o planejado. É, essa frase foi pra te confundir mesmo. Enfim, agora ela me fez pensar no clima de domingo que tá hoje. Domingo, dia da família. Família, ficar em casa. Frio, tempo feio, ameaça de chuva, filme. Uma coisa puxa a outra e assim tudo funciona. Mas, não vai ser a garganta inflamada muito menos a falta de verba que vai me impedir de sair hoje. Nada que um par de meias e uma blusa de frio e companhias não possa resolver. Já dizia Lulu: sábado a noite tudo pode mudar.
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E há tanto tempo não escrevo aqui. Tá, nem é tanto tempo assim. Mas pra quem tinha a intenção de escrever todos os dias, mais de uma semana é muito tempo. Tempo é relativo. Condição nenhuma para escrever. O momento não ajuda. O frio não colabora. O estado emocional muito menos! Se as atitudes são supostamente agressivas, as palavras serão comprovadamente agressivas. Agressivíssimas! Melhor evitar coisas do tipo, porque é nessa hora que o tálamo responde por tudo e desliga o cérebro. E com tanta coisa com fundamento a ser dita, prefiro usar a inteligência ao invés da maldade e criatividade. Nada, nada mesmo dessa vez, vai mudar meu pensamente. Nada, nada mesmo dessa vez, justifica as atitudes. Nada, nada mesmo dessa vez, vai afetar minha moral e meu caráter.
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Essa semana foi conturbada, foi lenta. Os dias pareciam que não queriam acabar. E é esse o motivo que me levou a escrever isso. Eu quero evitar ao máximo, fazer disso um diário, mas é tanta coisa que aconteceu que já não cabe mais na minha cabeça. O título surgiu a partir de mais uma das minhas analogias. Minha mente deixou de ser uma lente divergente (foco virtual) para uma lente convergente (foco real). Sim, eu estudei isso pro testinho de hoje. Foi uma série (não de capacitor nem resistor) de acontecimentos essa semana. Frases que não estavam prontas pra ser ditas, outras que não estavam prontas para eu ouvir, coisas indesejadas, complicações, família lotada de problemas, dúvidas mil, sentimentos em uma roda-gigante. Tudo isso fez com que eu mudasse de opinião em relação a tudo na minha vida. Acordar pra realidade, viver essa tal realidade.
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Não. Não quero nada. Já disse que não quero nada. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!), das ciências, das artes, da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade, guardem-a! Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro a técnica. Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo. Com todo o direito a sê-lo, ouviram? Não me macem, por amor de Deus! Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade. Assim, como sou, tenham paciência! Vão para o diabo sem mim ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havermos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho. Já disse que sou sozinho! Ah, que maçada quererem que eu seja a companhia! Ó céu azul (o mesmo de minha infância), eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo, pequena verdade onde o céu se reflete! Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta. Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo... E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio, quero estar sozinho!
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Quando li essa frase, pensei na mesma hora em transferí-la pra cá. Há mil maneiras de se dizer que tudo muda. Essa encontrada por Heráclito, nem se compara com a piadinha 'tudo muda, até bermuda'. A subjetividade me atrai muito, porque é a partir dela que viajo nas minhas próprias ideias, tentando encontrar o objetivo. Pra ser breve: não tinha nada o que postar aqui, por falta de ideias ou preguiça, talvez. Marcando presença, então, a frase do pai da dialética. Talvez amanhã essa situação mude.
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De tanto rir hoje, resolvi ler sobre esse fenômeno e definir de forma bem resumida seu sentido biológico. De cara, me deparo com a citação de Arthur. Logo em seguida, descubro que o estudo do riso denomina-se gelotologia. É através desse estudo, acompanhado de um boa dose de anatomia, que podemos afirmar que o riso nada mais é que sons vocálicos repetidos em alta frequência. Esses sons saem dos nosso pulmões a (acreditem se quiser) 100km/h. Dar gargalhadas, como as que dou nos meus dias bons, dilata as pupilas, acelera os batimentos cardíacos e eleva a pressão arterial. Um adulto ri, em média, 20 vezes/dia. Uma criança, 10 vezes mais. Foi a mesma gelontologia, juntamente com um pouco de história que descobriu que essa é a mais antiga forma de comunicação dos homens. Rir é um ato inconsciente. Um riso forçado é fácil de ser identificado e é extremamente difícil conter uma gargalhada. O ato de sorrir envolve várias regiões do cérebro e requer várias etapas do pensamento. Voltando a Mr. Kostler. Não é uma necessidade extrema de sobrevivência sorrir. O bem que isso nos proporciona é inigualável, mas não é algo... obrigatório para garantir uma vida, como dormir, comer, respirar... Portanto, o tal luxo, em outras palavras seria:
Sem medo, contagie a todos a sua volta com seu sorriso.
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De forma bem sucinta, uma das histórias que se conta é que:
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Geralmente, o primeiro texto de um blog conta o real motivo de ter dado o pontapé inicial. Tenho costume de ler, por exemplo, as crises de identidade, as explicações de que nada passa de uma fuga do real e do concreto. Pode ser que eu também esteja nesse esquema, mas... Não pretendo escrever (não agora, justo na inauguração do blog) sobre essas coisas da vida. Mesmo porque esse não é o primeiro texto que torno público, portanto não tem muito o que explicar. Meu jeito de escrever (penso eu) ainda é o mesmo, as ideias (sem o acento) são quase as mesmas e nascem e amadurecem a cada dia que passa. Então fica assim. Agora, só o tempo pra me dizer se isso dura e com que frequência (sem o trema) conseguirei atualizar com coisas interessantes.