Foco

  • Lembra do que eu já te disse: foco, objetivo. (Paulo Vítor Antunes)

Essa semana foi conturbada, foi lenta. Os dias pareciam que não queriam acabar. E é esse o motivo que me levou a escrever isso. Eu quero evitar ao máximo, fazer disso um diário, mas é tanta coisa que aconteceu que já não cabe mais na minha cabeça. O título surgiu a partir de mais uma das minhas analogias. Minha mente deixou de ser uma lente divergente (foco virtual) para uma lente convergente (foco real). Sim, eu estudei isso pro testinho de hoje. Foi uma série (não de capacitor nem resistor) de acontecimentos essa semana. Frases que não estavam prontas pra ser ditas, outras que não estavam prontas para eu ouvir, coisas indesejadas, complicações, família lotada de problemas, dúvidas mil, sentimentos em uma roda-gigante. Tudo isso fez com que eu mudasse de opinião em relação a tudo na minha vida. Acordar pra realidade, viver essa tal realidade.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS
Read Comments

Solidão agressiva

  • Álvaro de Campos:

Não. Não quero nada. Já disse que não quero nada.  Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!), das ciências, das artes, da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade, guardem-a! Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro a técnica. Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo. Com todo o direito a sê-lo, ouviram? Não me macem, por amor de Deus! Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade. Assim, como sou, tenham paciência! Vão para o diabo sem mim ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havermos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho. Já disse que sou sozinho! Ah, que maçada quererem que eu seja a companhia!  Ó céu azul (o mesmo de minha infância), eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo, pequena verdade onde o céu se reflete! Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta. Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo... E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio, quero estar sozinho!

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS
Read Comments

Inconstante

  • Nada é permanente, exceto a mudança. (Heráclito)

Quando li essa frase, pensei na mesma hora em transferí-la pra cá. Há mil maneiras de se dizer que tudo muda. Essa encontrada por Heráclito, nem se compara com a piadinha 'tudo muda, até bermuda'. A subjetividade me atrai muito, porque é a partir dela que viajo nas minhas próprias ideias, tentando encontrar o objetivo. Pra ser breve: não tinha nada o que postar aqui, por falta de ideias ou preguiça, talvez. Marcando presença, então, a frase do pai da dialética. Talvez amanhã essa situação mude.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS
Read Comments

Sorrir um sorriso pontual

  • O riso é um reflexo de luxo, que não possui utilidade biológica. (Arthur Kostler)

De tanto rir hoje, resolvi ler sobre esse fenômeno e definir de forma bem resumida seu sentido biológico. De cara, me deparo com a citação de Arthur. Logo em seguida, descubro que o estudo do riso denomina-se gelotologia. É através desse estudo, acompanhado de um boa dose de anatomia, que podemos afirmar que o riso nada mais é que sons vocálicos repetidos em alta frequência. Esses sons saem dos nosso pulmões a (acreditem se quiser) 100km/h. Dar gargalhadas, como as que dou nos meus dias bons, dilata as pupilas, acelera os batimentos cardíacos e eleva a pressão arterial. Um adulto ri, em média, 20 vezes/dia. Uma criança, 10 vezes mais. Foi a mesma gelontologia, juntamente com um pouco de história que descobriu que essa é a mais antiga forma de comunicação dos homens. Rir é um ato inconsciente. Um riso forçado é fácil de ser identificado e é extremamente difícil conter uma gargalhada. O ato de sorrir envolve várias regiões do cérebro e requer várias etapas do pensamento. Voltando a Mr. Kostler. Não é uma necessidade extrema de sobrevivência sorrir. O bem que isso nos proporciona é inigualável, mas não é algo... obrigatório para garantir uma vida, como dormir, comer, respirar... Portanto, o tal luxo, em outras palavras seria:

  • Feliz aquele que muito sorri.

Sem medo, contagie a todos a sua volta com seu sorriso.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS
Read Comments

Caixa de Pandora

  • Pandora: bem dotada.

De forma bem sucinta, uma das histórias que se conta é que:

A Caixa de Pandora é um mito grego, narração da chegada da primeira mulher à Terra. O poeta Hesíodo (séc. VIII a.C.) conta que o titã Prometeu presenteou os homens com o fogo para que dominassem a natureza. Zeus, por sua vez, havia proibido a entrega desse dom à humanidade e, por vingança criou Pandora, a primeira mulher. Antes de ser enviada à Terra, Pandora foi presenteada com uma caixa, com a recomendação de que jamais fosse aberta. A curiosidade era tanta, que Pandora não se conteve e assim deu-se início a todas as tragédias humanas. Dentro da caixa, os deuses haviam colocado todos os males do mundo, como a discórdia, as guerras, as doenças e além de tudo, a esperança. Por sorte, Pandora conseguiu fechar a caixa antes mesmo do último dom sair.
A metáfora tenta nos transmitir a ideia de que a mulher, com toda sua beleza e sensualidade é capaz de destruir, por também ser dissimulada (como a Capitu de Dom Casmurro). A minha caixa de Pandora, no caso, talvez seja simplesmente um aviso: só abre quem realmente se sente preparado para ler o que está registrado. Muitos definem a caixa como "algo que gera curiosidade, mas que não deve ser revelado, muito menos analisado".

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS
Read Comments

Início

  • Não confie no barulho. (Drielle Martins)

Geralmente, o primeiro texto de um blog conta o real motivo de ter dado o pontapé inicial. Tenho costume de ler, por exemplo, as crises de identidade, as explicações de que nada passa de uma fuga do real e do concreto. Pode ser que eu também esteja nesse esquema, mas... Não pretendo escrever (não agora, justo na inauguração do blog) sobre essas coisas da vida. Mesmo porque esse não é o primeiro texto que torno público, portanto não tem muito o que explicar. Meu jeito de escrever (penso eu) ainda é o mesmo, as ideias (sem o acento) são quase as mesmas e nascem e amadurecem a cada dia que passa.  Então fica assim. Agora, só o tempo pra me dizer se isso dura e com que frequência (sem o trema) conseguirei atualizar com coisas interessantes.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS
Read Comments