Poeiras

Me cobrou um texto, então por que não um texto pra ele mesmo? Nunca disse tudo o que deveria ou queria. Essa é a oportunidade! Posso começar pelo passado, mas nem tão a longo prazo assim. Conheci aos sete anos, mas não tenho lembranças dessa época não. Conclui-se que nada importante, nada significativo aconteceu. Um passado mais próximo: 2007. Mesma sala, mesmo canto. Eu me cansava de pedir silencio e fingia prestar atenção para não conversar. Pra mim era um chato, preguento que só se interessava por bebida e metal. Continua sendo um metaleiro e chato, fato. Mas eu gosto da sua chatice, da maneira como lida com isso. E quando não gosto, ele percebe. E se não percebe, faço questão de mostrar de uma maneira não muito delicada: mando pro lugar onde ninguém gosta de ir. É a dura realidade. Mas deixo claro que gosto de verdade dele. Da presença, da companhia, das brincadeiras, das piadas que eu nunca entendo e nem acho graça, do seu abraço, dos convites e programas bizarros. Gosto do seu papo, das suas idéias contrárias às minhas. Os opostos se distraem. O texto já tá grande. Não vou estender muito, inclusive tô passando muito mal. Coisa de mulher (droga!). Da minha maneira, mas eu gosto muito de você. Não esquece disso nunca.

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